sábado, 29 de dezembro de 2012

Melhores de 2012 - Parte 1

Mais um ano chega ao fim e vamos às famosas listas. Como já é tradição no blog, fiz uma lista com os 20 melhores filmes do ano. Neste post, publico a primeira parte, do 20° ao 11°. Amanhã, os dez primeiros.



20. Marcados para Morrerdirigido por David Ayer

Tenso, divertido e emocionante na medida certa.



19. 007 - Operação Skyfalldirigido por Sam Mendes

Um James Bond autoral, com um ótimo vilão e que renova a franquia ao mesmo tempo em que homenageia os seus 50 anos.



18. 13 Assassinosdirigido por Takashi Miike

Inspirado em Os Sete Samurais, um Miike mais contido mas ainda assim muito belo - e com a violência característica de sua filmografia.




17. As Vantagens de Ser Invisíveldirigido por Stephen Chbosky

Uma história sobre adolescentes sensível, engraçada e doce.




16. O Segredo da Cabana, dirigido por Drew Goddard

Uma paródia/homenagem aos filmes de horror, com o humor típico de Joss Whedon.



15. Argodirigido por Ben Affleck

Affleck chega à maturidade como cineasta em um filme tenso sobre a capacidade do cinema de resolver crises através de sua linguagem universal.



14. Looperdirigido por Rian Johnson

A ficção científica inteligente do ano, equilibrando ação e reflexão (ou: tudo o que Prometheus gostaria de ser, mas não é).



13. Pinadirigido por Wim Wenders

Wenders mostra que o 3D pode servir ao cinema e não apenas ser uma distração com objetivos comerciais.



12. Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábiosdirigido por Beto Brant e Renato Ciasca

História comovente de como a obsessão amorosa pode destruir uma pessoa.



11. Moonrise Kingdomdirigido por Wes Anderson

Anderson volta a realizar um grande filme, desta vez retratando o amadurecimento e a descoberta do amor.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada



Depois de quase dez anos, voltamos à Terra Média. Ao contrário de nossa viagem inicial, já conhecemos muitas de suas paisagens, raças e costumes. A equipe que nos transporta para o universo criado por J.R.R. Tolkien é praticamente a mesma: o diretor Peter Jackson e suas companheiras roteiristas Philippa Boyens e Fran Walsh. A novidade é a presença do produtor e também roteirista Guillermo Del Toro (que, a princípio, deveria também dirigir o filme). Revemos personagens queridos, como Gandalf, Bilbo e Galadriel, e acompanhamos uma história que expande o universo cinematográfico de O Senhor dos Anéis. Só que, apesar de ser bastante fiel à obra original (talvez até mais que a trilogia original), falta a O Hobbit: Uma Jornada Inesperada a mesma alma e emoção.

O mais provável é que, depois de quebrar recordes de bilheteria e serem imensamente premiados pela crítica, Peter Jackson e seus colaboradores tenham se convencido de que qualquer nova viagem ao universo tolkeniano fosse ter o mesmo tipo de recepção. Talvez por isso, a primeira parte de O Hobbit soe mais como uma versão extendida feita para os fãs do que como uma narrativa sólida. Com um ritmo irregular e elementos que não acrescentam nada à história (acabando até por retardá-la), suas mais de três horas de duração são bastante questionáveis (assim como a ideia de dividir um livro relativamente pequeno em três filmes).

É essa a sensação deixada pelo extenso prólogo e pela introdução do filme, que apresenta a trama principal. Conhecemos Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage), herdeiro de Erebor, o reino dos anões que foi invadido e ocupado pelo dragão Smaug. Pare recuperar seu antigo lar, Thorin lidera um grupo de 13 anões que, com ajuda do mago Gandalf (Ian McKellen), precisa recrutar um ladrão para conseguir invadir a Montanha Solitária, onde vive o dragão, e recuperar o tesouro de seus antigos habitantes. Assim, chegam ao Condado, onde vive o pacato hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) e tentam convencê-lo a acompanhá-los nessa aventura.

Aqui temos o primeiro grande problema de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada: somente para estabelecer sua premissa e apresentar seus principais personagens, o filme leva quase uma hora. Ao contrário de O Senhor dos Anéis, onde o ritmo frenético ajudava a criar um sentido de urgência na narrativa, aqui são incluídas muitas cenas desnecessárias e descartáveis. O diálogo entre o Bilbo e Frodo, por exemplo, pode agradar aos fãs da trilogia original por trazer uma rápida aparição de Elijah Wood, mas não serve em nada ao propósito do longa. O mesmo pode-se dizer das canções: seus momentos são divertidos e até bonitos, mas poderiam muito bem ser cortados e inseridos em uma versão extendida sem prejuízo algum.


Mas não é só isso. Por ser um livro mais leve e infantil, o filme acaba falhando em criar personagens fortes ou uma ameaça grande aos heróis. Aqui não temos Sauron, o Um Anel ou os Nazgûl para manter os protagonistas sempre em alerta. O vilão principal - Smaug - sequer aparece e as ameaças - como os três trolls - são episódicas. A impressão que se tem é que o filme não possui uma estrutura clara, pulando de uma situação para outra de forma brusca e deselegante. Essa sensação aumenta pelo fato do roteiro incluir no filme tramas paralelas, como aquela envolvendo o mago Radagast (Sylvester McCoy) e o necromante. Sim, quem leu o livro sabe que essa subtrama é importante para a história, mas a forma como é realizada acaba servindo mais como distração do que como aprofundamento da narrativa.

Reconhecendo os problemas do roteiro - causados, principalmente, pela ideia de dividir a história em três filmes - Jackson tenta criar um vilão mais palpável na figura do orc Azog. Da mesma forma, cria-se um clímax forçado, culminando num diálogo constrangedor entre Bilbo e Thorin. O anão, aliás, é vivido com energia por Richard Armitrage, mas acaba sendo uma versão empobrecida (e vários centímetros menor) de Aragorn. Os outros anões - à exceção de Balin e Kili - são quase irreconhecíveis em termos de personalidade e a maioria deles não desempenha papel algum na trama. Essa é a grande diferença entre a trilogia Senhor dos Anéis e esta nova: naquela, por mais que não se possa dizer que os personagens fossem bem desenvolvidos, havia uma melhor preocupação dos roteiristas em diferenciá-los e em criar momentos memoráveis para cada um, tornando-os facilmente reconhecíveis e carismáticos.

Não é surpresa, portanto, que o melhor momento de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada seja aquele que envolve Bilbo, Gollum (Andy Serkis) e as charadas no escuro, exatamente por envolver o personagem mais complexo da história e retratar um momento chave que teria como consequência os acontecimentos de O Senhor dos Anéis. O trabalho de Serkis e da equipe de efeitos visuais mais uma vez é soberbo. O Gollum de O Hobbit consegue ser ainda mais realista e chamam a atenção suas expressões faciais. É, de longe, o personagem mais carismático e bem trabalhado do longa (apesar de Freeman e, claro, McKellen também entregarem ótimas atuações).


Aliás, tecnicamente, O Hobbit não deixa em nada a dever a O Senhor dos Anéis. Os efeitos visuais são bastante eficientes e os seres digitais, desde os trolls até o rei goblin, passando pelas grandes águias, estão perfeitos em seus mínimos detalhes. O mesmo pode ser dito da maquiagem e figurino dos anões, que conseguem criar diferentes cortes de cabelo, peças de vestuário e detalhes que ajudam a diferenciá-los (por mais que o roteiro falhe em lhes dar personalidade). Já o 3D é eficiente em determinadas cenas e falho em outras, principalmente nas sequências de ação. E a grande novidade prometida pelo filme, os 48 quadros por segundo, servem para dar mais realismo à Terra Média, encantando o espectador. Enquanto isso, o design de produção, apesar das composições brilhantes e singulares, como Valfenda, Erebor e o Condado, traz pouca coisa nova com relação à trilogia original.

É essa falta de novidade, essa sensação de estarmos voltando a um mesmo local, que torna O Hobbit bastante inferior à trilogia Senhor dos Anéis. E o maior culpado por isso é exatamente Peter Jackson. O seu estilo de direção, apostando em tomadas aéreas que acompanham os viajantes, closes e travellings, soam muito como auto-homenagem e só servem para lembrar-nos do quanto essas mesmas técnicas melhor usadas naqueles três filmes do início dos anos 2000. Exemplificando, a sequência que envolve Gandalf e os 13 anões fugindo dos goblins nas cavernas lembra demais aquela que se passa em Moria, em A Sociedade do Anel, mas sem a mesma urgência ou desespero. Até a brilhante trilha sonora de Howard Shore aqui soa repetitiva e dá a sensação de estarmos vendo uma versão mais frágil de uma mesma história.

Sofrendo ainda com um excesso de situações que envolvem o artifício do deus ex machina (papel desempenhado pelas águias e por Gandalf duas vezes), O Hobbit: Uma Jornada Inesperada não pode ser considerado um filme ruim. Longe disso: possui sequências divertidas, boas cenas de ação e expande a fabulosa mitologia de uma série de sucesso. Mas se empalidece bastante diante das comparações feitas com a primeira viagem de Jackson e cia. à Terra Média.

The Hobbit: An Unexpected Journey (EUA, Nova Zelândia; 2012). Dirigido por Peter Jackson. Com Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Cate Blanchett, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Stephen Hunter, Dean O'Gorman, Aidan Turner, John Callen, Peter Hambleton, Jed Brophy, Mark Hadlow, Adam Brown, Sylvester McCoy, Hugo Weaving, Christopher Lee, Elijah Wood, Ian Holm, Manu Bennett e Benedict Cumberbatch.

domingo, 25 de março de 2012

Jogos Vorazes


Nota: 6/10

Ambientado no futuro, em uma sociedade cujo governo autoritário, para controlar sua população, investe em uma espécie de reality show em que 24 adolescentes de diferentes classes sociais se enfrentam até restar apenas um vivo, Jogos Vorazes vem sendo comparado, em todos os textos que falam sobre o filme, a obras como 1984 e Admirável Mundo Novo. Mas, ao contrário das obras de George Orwell e Aldous Huxley, o filme (já que não li o livro) não parece muito interessado em desenvolver as regras de seu universo, resultando em uma crítica política um tanto ingênua e 
infantilizada.

Contando com um elenco muito bom, encabeçado pela ótima Jennifer Lawrence (que praticamente repete seu papel em Inverno da Alma, só que com menos complexidade), Jogos Vorazes é tecnicamente eficiente, com sua direção de arte e fotografia expondo bem as diferenças entre o cinzento distrito 12 e a colorida capital. O mesmo não pode ser dito do roteiro escrito por Gary Ross, Billy Ray e Suzanne Collins (autora do livro em que o filme é baseado) que, por mais que consiga desenvolver bem seus personagens, não faz o mesmo com o universo da história. Não é a toa que, em mais de um momento durante os jogos, surja uma espécie de Pedro Bial futurista (Stanley Tucci, muito bem no papel) explicando as regras da competição para o público - uma interferência artificial que só comprova as falhas do texto. Da mesma forma, a adaptação não parece ter sido bem feita, tornando grande parte do primeiro ato desnecessária, enquanto que momentos que mereciam ser melhor explicados não o são, como a pequena rebelião dos distritos durante os jogos (e o porquê de algo assim nunca ter acontecido antes).


Mas a grande decepção de Jogos Vorazes são mesmo as escolhas do diretor Gary Ross e de seu roteiro. De um lado ele pode ser elogiado por, nas cenas de ação, apostar em cortes rápidos e planos detalhe, evitando uma espetacularização da violência, o que é coerente com a mensagem principal do filme. Mas por outro, ao descartar cenas mais gráficas e ao transformar os vilões do filme em caricaturas maniqueístas, o próprio discurso do longa é enfraquecido, já que as mortes, quando ocorrem, surgem sem nenhum impacto - com uma única exceção na metade final do longa.

A covardia de seus realizadores transforma Jogos Vorazes em uma obra insossa, que se pretende crítica (o que é um avanço em comparação com outras séries adolescentes do momento), mas que nunca sai do lugar comum. Essa decepção é bem retratada pelo final, onde a ordem é reestabelecida e nada parece ter mudado - por mais que saibamos que ainda iremos ter duas continuações no cinema. É como se o filme dissesse aos jovens que, ao invés de se rebelar e tentar mudar o mundo, vale muito mais a pena seguir as regras do jogo e voltar vivo para seu lar insignificante.

The Hunger Games (EUA, 2012). Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Woody Harrelson, Stanely Tucci, Elizabeth Banks, Liam Hemsworth, Wes Bentley, Lenny Kravitz, Amandla Stenberg, Willow Shields, Paula Malcomson e Donald Sutherland.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Apostas finais para o Oscar 2012

Chegou o dia do Oscar e com ele, as tradicionais previsões. Assim como no ano passado, fiz uma aposta para cada categoria, seguida de uma segunda opção e daquele que eu gostaria que ganhasse. Deixei de fora apenas categorias em que não vi nenhum dos indicados (como Documentário e curtas).

Melhor Filme

Indicados: O Artista, A Árvore da Vida, Cavalo de Guerra, Os Descendentes, Histórias Cruzadas, O Homem que Mudou o Jogo, A Invenção de Hugo Cabret, Meia-Noite em Paris e Tão Forte e Tão Perto
Vai vencer: O Artista
Também tem chances: Histórias Cruzadas
Em quem eu votaria: A Árvore da Vida

Desde meados de 2011, O Artista já era cotado entre os possíveis nomeados. Poucos àquela época acreditavam que um filme francês, mudo e em preto e branco pudesse chegar nessa época como o frontrunner, mas depois de vários meses e muitos prêmios, o longa de Michel Hazanavicius é o favorito absoluto. O Artista é uma obra de difícil rejeição (que tipo de amante do cinema seria capaz de não gostar do filme?) e, ao contrário dos últimos anos, não há uma segunda alternativa forte. A Invenção de Hugo Cabret teve maior número de indicações, venceu o prêmio do National Board of Review, mas ficou só nisso. Os Descendentes perdeu força no decorrer da temporada. Histórias Cruzadas foi o único que venceu em um dos sindicatos (levou o SAG de melhor elenco), mas parece haver suporte ao filme apenas entre os atores, já que foi (merecidamente) ignorado pelas outras guildas. Já o melhor filme do ano, A Árvore da Vida, apesar de seus defensores apaixonados, não parece capaz de impedir que o Oscar vá para um filme mudo pela primeira vez em mais de 80 anos.

Melhor Diretor

Indicados: Woody Allen (Meia-Noite em Paris), Michel Hazanavicius (O Artista), Terrence Malick (A Árvore da Vida), Alexander Payne (Os Descendentes) e Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)
Vai vencer: Hazanavicius
Também tem chances: Scorsese
Em quem eu votaria: Malick

A disputa sempre foi entre Haznavicius, Scorsese e Alexander Payne, por Os Descendentes (curiosamente, devem ser os únicos presentes, já que tanto Allen quanto Malick não são chegados a premiações). Payne perdeu terreno junto com seu filme e o francês apareceu na dianteira depois de levar o sindicato dos diretores. Como Scorsese já venceu o seu Oscar em 2008, é difícil tirar o prêmio de Hazanavicius. Há ainda a chance remotíssima (põe "íssima" nisso) de Malick levar pela carreira, mas não deve acontecer.


Melhor Ator

Indicados: Demián Bichir (A Better Life), George Clooney (Os Descendentes), Jean Dujardin (O Artista), Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo) e Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)
Vai vencer: Jean Dujardin
Também tem chances: George Clooney
Em quem eu votaria: Gary Oldman

Dujardin tomou o favoritismo de Clooney depois do SAG e parece mesmo que vai levar. De todas as atuações, a mais complexa é a de Oldman, apesar de gostar bastante das demais.

Melhor Atriz

Indicadas: Glenn Close (Albert Nobbs), Viola Davis (Histórias Cruzadas), Rooney Mara (Os Homens que Não Amavam as Mulheres), Meryl Streep (A Dama de Ferro) e Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)
Vai vencer: Viola Davis
Também tem chances: Meryl Streep
Em quem eu votaria: Rooney Mara

A disputa é acirrada entre Streep e Davis, mas estou apostando em Davis dado o momento. Ela venceu o SAG e seu filme parece receber mais suporte da Academia - apesar de seu papel, na verdade, ser coadjuvante. Meryl Streep foi indicada pela 17ª vez, e tem uma das melhores atuações de sua carreira, mas o filme em si é horroroso. Acredito as duas provavelmente estarão de volta em breve, e uma vitória aqui só daria uma promoção injusta a um de dois filmes que merecem ser esquecidos.

Melhor Ator Coadjuvante

Indicados: Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn), Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo), Nick Nolte (Guerreiro), Christopher Plummer (Minha Versão de Amor) e Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)
Vai vencer: Christopher Plummer
Também tem chances: Max Von Sydow
Em quem eu votaria: Plummer

O grande rivel de Christopher Plummer na categoria, Albert Brooks (Drive), foi ignorado e, portanto, ele é a aposta mais certa da noite. A única surpresa pode ser von Sydow, também veterano e sem nenhuma estatueta na carreira, que já surpreendeu por aparecer entre os indicados.

Melhor Atriz Coadjuvante

Indicadas: Bérénice Bejo (O Artista), Jessica Chastain (Histórias Cruzadas), Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento), Janet McTeer (Albert Nobbs) e Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
Vai vencer: Octavia Spencer
Também tem chances: Bérénice Bejo
Em quem eu votaria: Bejo

Não parece haver dúvidas: Spencer deve levar a estatueta, mesmo que injustamente. Aliás, porque Jessica Chastain indicada pela caricatura em Histórias Cruzadas e sem ser nem lembrada pelas ótimas atuações em A Árvore da Vida e O Abrigo? No lugar delas, poderia estar aqui Shailene Woodley, excelente em Os Descendentes. As outras três estão bem e, entre elas, fico com Bejo.

Melhor Roteiro Original

Indicados: O Artista, Margin Call - O Dia Antes do Fim, Meia-Noite em Paris, Missão Madrinha de Casamento e A Separação
Vai vencer: Meia-Noite em Paris
Também tem chances: O Artista
Em quem eu votaria: A Separação

Nomeado pela 15ª vez na categoria, tudo indica que Woody Allen levará seu terceiro Oscar de melhor roteiro. E não deve subir ao palco para recebê-lo, como de costume. Se isso não acontecer, pode haver mais uma gratificação ao grande favorito da noite. Já exigir que a Academia fosse justa e premiasse os excelentes Margin Call e A Separação seria pedir demais, né?

Melhor Roteiro Adaptado

Indicados: Os Descendentes, O Espião que Sabia Demais, O Homem que Mudou o Jogo, A Invenção de Hugo Cabret e Tudo pelo Poder
Vai vencer: Os Descendentes
Também tem chances: O Homem que Mudou o Jogo
Em quem eu votaria: O Espião que Sabia Demais

É o prêmio de consolação para Os Descendentes. Alexander Payne deve receber seu segundo Oscar (o primeiro foi com Sideways, em 2004, também em roteiro) logo com seu pior trabalho. O Homem que Mudou o Jogo teria mais chances, mas Aaron Sorkin venceu no ano passado (A Rede Social) e é difícil que leve a estatueta de novo - apesar do roteiro ser a alma do filme.

Melhor Animação

Indicados: Chico & Rita, Um Gato em Paris, Gato de Botas, Kung Fu Panda 2 e Rango
Vai vencer: Rango
Também tem chances: Chico & Rita
Em quem eu votaria: Rango

Ainda não consigo imaginar o que passou pela cabeça da Academia ao deixar As Aventuras de Tintim de fora e indicar Gato de Botas e Kung Fu Panda 2. Enfim... O favorito absoluto é Rango, mas Chico & Rita pode surpreender.

Melhor Filme Estrangeiro

Indicados: Bullhead (Bélgica), Footnote (Israel), In Darkness (Polônia), Monsieur Lazhar (Canadá) e A Separação (Irã)
Vai vencer: A Separação
Também tem chances: In Darkness
Em quem eu votaria: A Separação

Entre os indicados, só vi A Separação, mas digo que os outros precisam ser obras-primas para superá-lo. Mas essa é uma categoria que sempre apronta surpresas, já que os votantes têm que ter assistido a todos os concorrentes. O filme iraniano é favorito, mas ser favorito aqui não quer dizer muita coisa (que o digam A Fita Branca, O Labirinto do Fauno, Amélie Poulain...).

Melhor Montagem

Indicados: O Artista, Os Descendentes, O Homem que Mudou o Jogo, Os Homens que Não Amavam as Mulheres e A Invenção de Hugo Cabret
Vai vencer: O Artista
Também tem chances: O Homem que Mudou o Jogo
Em quem eu votaria: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

O grande problema de Hugo é seu ritmo, portanto é até surpreendente que esteja indicado nesta categoria. Obras mais ousadas, como Drive e A Árvore da Vida, ficaram de fora. O Artista é favorito aqui, mas sem muito destaque, havendo chances também para O Homem que Mudou o Jogo.

Melhor Fotografia

Indicados: O Artista, A Árvore da Vida, Cavalo de Guerra, Os Homens que Não Amavam as Mulheres e A Invenção de Hugo Cabret
Vai vencer: A Árvore da Vida
Também tem chances: O Artista
Em quem eu votaria: A Árvore da Vida

Os cinco trabalhos são excelentes. A Árvore da Vida levou todos os prêmios na categoria, e aqui tem a melhor chance de levar um Oscar. Mas tanto O Artista quanto A Invenção de Hugo Cabret são concorrentes fortes.

Melhor Direção de Arte

Indicados: O Artista, Cavalo de Guerra, Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2, A Invenção de Hugo Cabret e Meia-Noite em Paris
Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret
Também tem chances: Harry Potter 8
Em quem eu votaria: Hugo

O favorito destacado é o longa de Martin Scorsese e esse deve ser um dos prêmios dados em consolação. Não que seja injusto, já que a direção de arte em Hugo é belíssima. Há aqui também uma das últimas chances da série Harry Potter receber um Oscar.

Melhor Figurino

Indicados: Anônimo, O Artista, A Invenção de Hugo Cabret, Jane Eyre e W.E.
Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret
Também tem chances: O Artista
Em quem eu votaria: O Artista

Uma categoria difícil de prever. A tendência é que o prêmio vá para um dos dois filmes mais badalados, mas uma surpresa não é impossível.

Melhor Maquiagem

Indicados: Albert Nobbs, Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 e A Dama de Ferro
Vai vencer: A Dama de Ferro
Também tem chances: Albert Nobbs
Em quem eu votaria: A Dama de Ferro

A única coisa que funciona em A Dama de Ferro, além da Meryl Streep, é a maquiagem. Nada mais justo. Das categorias em que concorre, essa é a que eu vejo menos chances para Harry Potter 8.

Melhor Trilha Sonora

Indicados: O Artista, As Aventuras de Tintim, Cavalo de Guerra, A Invenção de Hugo Cabret e O Espião que Sabia Demais
Vai vencer: O Artista
Também tem chances: Cavalo de Guerra
Em quem eu votaria: O Artista

A trilha é fundamental em O Artista, logo nada mais natural que o filme leve o prêmio. Os fãs de John Williams devem dividir os votos entre Tintim e Cavalo de Guerra, o que favorece ainda mais o filme francês.

Melhor Canção

Indicados: "Man or Muppet" (Os Muppets) e "Real in Rio" (Rio)
Vai vencer: "Man or Muppet"
Também tem chances: "Real in Rio" (dããã)

Carlinhos Brown e Sérgio Mendes teoricamente têm 50% de chances de ganhar o Oscar, mas o favoritismo está do outro lado.

Melhor Som

Indicados: Cavalo de Guerra, Drive, Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Invenção de Hugo Cabret e Transformers: O Lado Oculto da Lua
Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret
Também tem chances: Cavalo de Guerra
Em quem eu votaria: Drive

O departamento de som foi o único da Academia que aparentemente assistiu a Drive e nomeou-o justamente. O favorito é Hugo, mas as batalhas de Cavalo de Guerra podem levar esse Oscar como compensação ao longa de Spielberg.

Melhor Mixagem de Som

Indicados: Cavalo de Guerra, O Homem que Mudou o Jogo, Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Invenção de Hugo Cabret e Transformers: O Lado Oculto da Lua
Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret
Também tem chances: Transformers 3
Em quem eu votaria: Hugo

É a categoria em que Transformers 3 tem mais chances, já que o trabalho se destaca. Mas tanto Hugo quanto Cavalo de Guerra são forte candidatos e a estatueta deve ficar com o primeiro.

Melhores Efeitos Visuais

Indicados: Gigantes de Aço, Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2, A Invenção de Hugo Cabret, Planeta dos Macacos: A Origem e Transformers: O Lado Oculto da Lua
Vai vencer: Planeta dos Macacos: A Origem
Também tem chances: Harry Potter 8
Em quem eu votaria: Planeta dos Macacos

Seria a chance de Harry Potter, mas apareceu um macaco chamado Cesar e o favoritismo mudou de lado. A única justificativa para Planeta dos Macacos não vencer é o preconceito de parte da Academia com o sistema de captura de movimentos. O que é bastante improvável, afinal tanto O Senhor dos Anéis quanto King Kong venceram na categoria.